domingo, 26 de abril de 2009

Les fiancées

Tem dias que absolutamente não consigo entender o que aconteceu. Revejo fotos e fatos. Revejo meus sonhos abstratos na realidade alheia que ajudo a construir. E fico de olhos marejados de saudades e desejos vãos. Pra mim não é fácil. Não é fácil quando a única verdade do outro é seu nome. É cruel acreditar nisso. Mas, contra fatos não há argumentos. Afinal, "aonde está você agora além de aqui, dentro de mim?". Gostaria de ir-me embora para Pasárgada...

Comme devoir: um brinde à vida que poderia ter sido, mas, não foi.

3 comentários:

André Henriques disse...

Eu acho que a vida sempre pode ser muita coisa do que ela não é. Para ela ser uma coisa, ela necessariamente não será um monte de outras coisas.

Gosto de Bandeira, mas eu sou contra lastimar aquilo que a vida não é, pois já que ela não é, então, melhor darmos nosso melhor para o que ela é.

Eu escrevi um texto sobre isso, na verdade é uma homenagem a uma pessoa, mas é uma história muito bonita. Uma história de amor de pessoas que não puderam ao menos se tocar, mas que nutriram aquilo que é de mais bonito, a vontade de fazer o outro feliz. Cara... e isso é uma história de verdade!

Beijos!

Denis disse...

Pasárgada não é um lugar lá fora.
É um maravilhoso lugar aí dentro.
Logo, encontrar esse lugar é, na verdade, encontrar-se.

Clau disse...

Concordo com o Denis! E na nossa Pasárgada a gente pode o que quiser! E lá a gente é amigo do rei!
Mana, o bom dos finais é que sempre prevêem começos! Não há nada melhor do que começar, do que o novo!
Não vou brindar essa vida que não foi! Vou brindar a que está por vir!

Amo-te mais do que ontem e menos do que amanhã!